
É tenso. Você estuda, você rala muito, até poder entender como é o “andar da carruagem”, e com isso poder ir desenvolvendo algo, que é claro, possa vir a gerar de alguma forma, um lucro. Acho fascinante o fato do mundo dos produtores independentes de software ter sido sempre muito fragmentado, com poucos que podem ser descobertos e reconhecidos aqui e ali. Qualquer um que tenha seu PC, com um compilador de *C++, pode criar um produto fantástico. É como escrever um livro. Vamos supor que você irá tratar do tema ”A VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO”, você não precisa estar no Rio para ter uma visão, mesmo que superficial, para poder informar ou até mesmo chocar os leitores. Mas publicar o material é outra história. Se tem uma coisa que não evoluiu na indústria do software, é a história de modelo autor/publisher – e ai está uma outra semalhança com a indústria literária. Poucos são os desenvolvedores que são descobertos e poucos são os programas interessantes criados fora do *Vale do Silício que chegam a ser comercializados.
Lí um artigo de John C. Dvorak, dizendo que em 1980, houve uma tentativa de organizar o processo de distribuição de software. Alguns agentes literários de Nova York chegaram a representar programadores, pensando em trabalhar com software da mesma maneira que já trabalham com livros. Mas eles nunca chegaram perto de fazer essa idéia funcionar. As estruturas de direitos autorais, os custos da manufatura, o suporte – nada disso se encaixava nos modelos de negócio existentes. Várias tentativas de combinar livros e discos foram colocadas no mercado, mas a mídia de armazenamento da época, os disquetes, facilmente quebravam durante o transporte ou eram roubados.
A última boa notícia (isso faz tempo) para os programadores foi o modelo de *Shareware, em que o autor divulga seu produto, armezenado em um site e implora para que as pessoas o baixem e depois o comprem. Poucos são os programadores que conseguem se dar bem com este modelo de venda. Um dos fatos que ajuda para este modelo não vir a dar muito certo, é pelo motivo do autor não conseguir terminar seu programa. Ele lança um determinado programa na versão 0.1, e vai se percebendo que há o surgimento das versões 0.2, 0.3… com isso, já fica óbvio que a coisa está mal, e também os problemas começam a ficar cada vez piores quando chega à versão 0.35, 0.36. É ridículo. Nessas horas é que vejo um benefício das redes sociais, pois criando um grupo (com pessoas que realmente tenham gosto pelo assunto), o trabalho irá render mais, irá ter um andamento mais rápido e consequentimente com menos erros.
*Vale do Silício - Califórnia, nos EUA (em inglês Silicon Valley), é uma região na qual está situado um conjunto de empresas implantadas a partir da década de 1950 com o objetivo de gerar inovações científicas e tecnológicas, destacando-se na produção de Chips, na eletrônica e informática.
*Shareware – É uma modalidade de distribuição de software em que você pode copiá-lo, distribuí-lo sem restrições e usá-lo experimentalmente por um determinado período.
*C++ - O C++ (em português lê-se “cê mais mais” ou /sê/ /máys/ /máys/, em inglês lê-se “cee plus plus” ou /si/ /plâs/ /plâs/) é uma linguagem de programação de alto nível com facilidades para o uso em baixo nível, multiparadigma e de uso geral. Desde os anos 1990 é uma das linguagens comerciais mais populares, sendo bastante usada também na academia por seu grande desempenho e base de utilizadores.
PS: O rapaz na foto, naquela posição bem gay, se chama Bill Gates. Esse sim soube comercializar seus softwares desenvolvidos.




Pois é, imagino o quanto seja inibidor à vontade de criar, conhecendo as dificuldades de apresentação ao mercado e, consequentemente, a comercialização do produto. Obviamente, que não estou colocando em análise os grupos, os olheiros, que com certeza existem em qualquer nicho de mercado. De uma certa forma, tudo conspira para que o grande seja cada vez “mais grande” e o pequeno cada vez mais morra na praia!!! Meu querido, blindox é a lei do cão!!! Quero parabenizá-lo pela comparação com os escritores que possuem o dom, porém não é o necessário pra exporem suas obras e ganhar com as mesmas!!!